Em constituição · Lisboa · 2026

Uma instituição
construída para durar

A Fundação Âncora não é uma empresa, nem uma iniciativa caritativa. É uma estrutura de governação desenhada para ser irreversível: construir e gerir um portefólio de activos que nunca serão vendidos, com rigor profissional e missão permanente.

100
Anos. O padrão de construção
e a escala temporal da missão
5
Cláusulas pétreas. Princípios
inegociáveis gravados nos estatutos
0
Euros de despesa orçamental directa
para o Estado activar o modelo

Estrutura desenhada
para não derivar

O maior risco das instituições sem fins lucrativos é a deriva de missão ao longo do tempo. A Fundação Âncora responde a este risco com separação entre soberania estratégica e execução operacional, com controlos independentes em cada nível.

"A melhor defesa contra a captura não é jurídica. É tornar o desmantelamento politicamente mais caro do que a continuidade." Manifesto Fundação Âncora · Ato IV
Órgãos estatutários
Órgão soberano
Conselho de Administração
CA · Board of Directors
Órgão soberano da Fundação: guardião da missão e do Manifesto, responsável pela estratégia, pela protecção dos activos e pela supervisão de todos os restantes órgãos. A composição privilegia perfis complementares em gestão financeira, imobiliário, acção social, direito e estratégia institucional. Estão expressamente excluídos políticos em funções ou que tenham exercido cargo nos últimos 3 anos.
Mandato
4 anos · renovável até 2× · renovação faseada
Composição
5 a 9 membros incluindo presidente
Órgão executivo
Comissão Executiva
CE · Executive Committee
Assegura a gestão corrente da Fundação. Constituído pelo CA. Quando composto por dois ou mais membros, um exerce as funções de Presidente do CE. Quando composto por um único membro, esse membro exerce as funções de Administrador Executivo. Um membro do CA pode integrar o CE, assegurando articulação directa entre estratégia e execução — mas a pertença ao CE não confere, por si, assento no CA.
Mandato
Período definido pelo CA · destituição a todo o tempo
Composição
1–9 membros · competências definidas em regulamento interno
Órgão de fiscalização
Conselho Fiscal
CF · Audit Committee
Fiscalização permanente da legalidade, do cumprimento dos estatutos e da regularidade das contas. Um dos membros é obrigatoriamente Revisor Oficial de Contas. Não pode acumular funções em qualquer outro órgão da Fundação. Todas as contas são auditadas externamente e publicadas anualmente em acesso público.
Mandato
4 anos · renovável até duas vezes
Composição
3 membros · incluindo Presidente · ROC obrigatório
Regras de deliberação do CA
Unanimidade
Declaração de um activo como não estratégico. Alteração do objecto social. Dissolução da Fundação.
Maioria de 2/3
Nomeação e destituição de membros do CA, CE ou CF. Aprovação do plano estratégico plurianual.
Maioria simples
Contas anuais. Relatórios de impacto. Regulamentos internos. O Presidente tem voto de qualidade em caso de empate.
Órgãos consultivos
Consultivo
Conselho de Curadores
CC · Board of Trustees
Guardião da missão junto do CA. Emite pareceres e recomendações não vinculativos sobre o plano estratégico, o posicionamento institucional e a evolução do contexto habitacional, social e económico relevante para a missão.
Reuniões
Pelo menos duas vezes por ano
Honorífico
Conselho de Patronos
CP · Council of Patrons
Órgão honorífico composto por doadores e personalidades que apoiem a missão. Função consultiva de reconhecimento e representação institucional.
Composição
Doadores relevantes e personalidades convidadas pelo CA
Comissões de especialidade
⚖️
Comissão de Investimento e Planeamento
Avalia a viabilidade financeira e urbana de cada aquisição. Decide quais imóveis integram o portefólio estratégico, com que estrutura de financiamento e em que prazo de reabilitação.
🏠
Comissão de Atribuição de Frações
Audita e valida o sistema de pontuação de candidatos, garantindo isenção total. A ordenação é sempre anónima — os membros do Comité vêem IDs e pontuações, não nomes. Decisão final escrita e revisível.
🌱
Comissão de Impacto e Comunidade
Garante a implementação do modelo Vizinhança Ativa e mede o SROI de cada cluster. Valida o relatório anual de impacto social, auditado externamente. É a voz dos residentes no nível estratégico.

Cinco princípios
inegociáveis

Gravados nos estatutos. Protegidos por regras de deliberação que exigem unanimidade ou maioria qualificada do Conselho de Administração para qualquer alteração. Garantia para autarcas, doadores e residentes de que o modelo serve a comunidade perpetuamente.

01
Intransacio­nabilidade
Uma casa da Fundação Âncora nunca está à venda. Os imóveis estratégicos tornam-se ativos fora do comércio por estatuto.
O princípio da blindagem
02
Reinvestimento Integral
O lucro é permitido, a extração não. Todo o excedente operacional é reinvestido em reabilitação ou novas casas. Nenhum acionista. Nenhum dividendo.
O princípio do crescimento
03
Vizinhança Ativa
Construímos comunidades, não apenas apartamentos. Espaços partilhados, gestão cooperativa, responsabilidade radical de quem habita.
O princípio do comunitarismo
04
Renda Justa e Transparente
O preço define-se pelo custo, não pela ganância. Cost-Based Rent: cada cêntimo da renda é rastreável e público.
O princípio da acessibilidade
05
Excelência e Durabilidade
Construir para durar 100 anos. Investimento inicial superior em isolamento, materiais de qualidade e eficiência energética de classe A, para custos de manutenção e energia mais baixos no futuro. Cada reabilitação é uma oportunidade de descarbonização. A qualidade arquitetónica é um direito democrático.
O princípio da infraestrutura

O caminho até 2040

A Fundação não procura crescimento explosivo. Procura crescimento orgânico e resiliente. Cada estágio é alcançado quando as condições são cumpridas. Não há calendário artificial. Há progresso verificável.

60
Cluster · 2026–2027
Primeiro cluster concluído. Primeiros residentes alojados com taxa de esforço inferior a 35%. Primeiro SROI publicado. NIS emitida e servida.
500
Programa · 2029–2031
Programa de €100M substancialmente executado. Múltiplos clusters operacionais. Parcerias municipais activas com direito de superfície.
2.000
Rede · 2033–2035
Segundo programa lançado. Replicação por outros operadores do terceiro sector.
100.000
Visão · Ecossistema
Meta do sistema, não de uma única instituição. Rede nacional consolidada. Múltiplos operadores em lógica de terceiro sector habitacional.

Em 2040, o sucesso não será medido pelo número de prédios, mas pela normalização do conceito: uma cidade onde a classe média não teme o futuro porque a sua casa é, finalmente, um direito blindado.

A anti-promessa

A história recente de programas habitacionais em Portugal demonstra que a confiança não se pede, constrói-se. A nossa resposta é radical na transparência.

Dashboard público em tempo real
Frações em obra, frações entregues, rendas praticadas, taxa de ocupação, estado financeiro por cluster. Informação pública e permanente.
Relatório trimestral
Não anual. Trimestral. Com variações face ao planeado, explicação de desvios e lições aprendidas. Publicado no website e enviado a todos os parceiros.
Regra de ouro
A Fundação nunca anuncia metas que não estejam suportadas por financiamento comprometido ou pipeline contratualizado. Se o financiamento não está fechado, a meta não é anunciada. Sem excepções.

«Este modelo transforma o imobiliário em infraestrutura cívica de longo prazo, em vez de um ativo de negociação.»

JohnDavid Whalen

A equipa fundadora

São pessoas com média de +20 anos de experiência profissional, acumulada em quatro continentes, que decidiram dedicar tempo e competências a uma missão. Nenhum deles precisa da Fundação Âncora no currículo. Todos escolheram estar aqui.

Conselho de Administração · Board of Directors
Pedro S. Sarmento
Presidente · Fundador
Estratégia, equipas e resolução de problemas complexos. +20 anos a estruturar, recuperar e escalar empresas. IST · IE Business School.
LinkedIn ⧉
Margarida Correia
Membro
Estratégia, reestruturação e direito. CEO Amorim Fashion. Ex-Partner BCG (13 anos). Ex-advogada fiscalista Cuatrecasas. Universidade Católica · The Lisbon MBA.
LinkedIn ⧉
Tomás Ferreira Duarte
Membro
Modelação económica, finanças públicas e processos. KAFD (PIF, Riade). Ex-Advisor EBRD (Londres). Ex-Assessor Ministro das Finanças. Ex-BCG. IST.
LinkedIn ⧉
Raquel Vidigal
Membro
Transformação operacional e experiência do residente. CX Transformation Lead na TAP. +17 anos ZON/NOS. Ex-Arthur Andersen · Deloitte. IST · PMI.
LinkedIn ⧉
Ricardo Zózimo
Membro
Empreendedorismo social, academia e impacto. Assistant Professor Nova SBE. Doutoramento Lancaster University. Ex-Malonda Foundation (Moçambique).
LinkedIn ⧉
Conselho Fiscal · Audit Committee
Rita Nunes
Presidente
FP&A, controlo financeiro e compliance. +20 anos em ambientes multinacionais. Ex-Shell Aviation (13 anos, Senior Analyst Global). Ex-Microsoft Portugal. ISEG · ACMA/CGMA (CIMA).
LinkedIn ⧉

Procuramos quem executa

Os órgãos sociais estão constituídos. Agora construímos a equipa operacional que vai converter a estratégia em casas reais.

Manifestar interesse →
Equipa executiva
Project Manager / Chief of Staff
Braço direito do Presidente. Coordenação de workstreams, gestão de parceiros, preparação de reuniões institucionais e acompanhamento de execução.
Em recrutamento
Comissões de especialidade
Membros de equipa
Perfis com experiência em imobiliário, reabilitação urbana, gestão de comunidades, direito da habitação, impacto social ou comunicação institucional.
Em recrutamento
Pedro Sarmento
Fundador · Coordenador

Engenheiro e empreendedor, 25 anos a construir e a transformar organizações pela Europa. A Fundação é o projeto estruturante, de visão a 100 anos, onde essa experiência tem o maior impacto possível.

Raízes dos princípios fundadores
Intransacionabilidade
Pai António — a casa não se vende
Reinvestimento Integral
Tia Né — cada euro cria mais estrutura
Comunitarismo
Avó Beatriz — viver para a comunidade
Excelência e Durabilidade
Mãe Manuela — a mediocridade nunca é opção
Transparência e Rigor
Pai António — autoridade constrói-se
Ação e Urgência
Diamantino — o perfeito não pode ser inimigo do necessário

Um manifesto
de gratidão

A vida foi muito boa para mim. Não sou rico, sou feliz e tenho tudo o que preciso. E quando se chega a este ponto de equilíbrio, a única conta que falta saldar é a da gratidão.

Nas últimas três décadas, vivi a alta velocidade. Participei em projetos internacionais, tive êxitos que me orgulham e fracassos que me moldaram. Hoje, acredito em algo superior: o sucesso é um empréstimo da vida e temos o dever de partilhar com a sociedade a sorte que temos.

Há cidades no mundo onde um professor pode criar filhos a 15 minutos do trabalho. Onde um enfermeiro não escolhe entre pagar a renda e poupar para o futuro. Onde a estabilidade habitacional não é um privilégio — é uma infraestrutura. Viena. Copenhaga. Helsínquia. Não é sorte. É uma escolha institucional feita há décadas.

Portugal tem tudo o que precisa para fazer a mesma escolha. Capital privado disponível. Património por reabilitar. Municípios dispostos a parceiros. O que falta é o veículo. Uma estrutura permanente, blindada, profissional — que não dependa de governos nem de ciclos eleitorais para cumprir a missão.

A Fundação Âncora é o filho que deixo. Não entrego um património incalculável — entrego o necessário para a semente germinar. O meu maior ativo não é passar cheques, é a capacidade de montar o puzzle: conectar pessoas diferentes para um mesmo propósito, criar equipas e pôr a máquina a funcionar.

Não estou a inventar um modelo. Estou a institucionalizar o que vi funcionar à minha volta durante décadas. A Fundação Âncora é o que acontece quando valores de aldeia encontram instrumentos do século XXI.

Convido-vos a sentarem-se a esta mesa comigo.

Â

Porque Âncora

O fundo e a permanência

A âncora trabalha invisível. Ninguém a vê, ninguém a agradece — mas é ela que segura tudo quando a maré sobe. Os imóveis da Fundação não aparecem nas manchetes dos mercados imobiliários, não valorizam nem desvalorizam no índice especulativo. Estão no fundo. Fixos. A fazer o seu trabalho em silêncio.

Uma casa Âncora não está à venda. É esse o seu poder: precisamente por não participar no mercado, torna-se imune a ele.

A tempestade e a resistência

A âncora não serve para o mar calmo. Serve exactamente quando a corrente ameaça arrastar. E as cidades portuguesas estão em tempestade — com famílias que derivam para as periferias sem escolha nem destino.

A Fundação Âncora não existe apesar da crise. Existe por causa dela. É na turbulência especulativa que o nosso modelo revela a sua razão de ser: quando tudo flutua, nós ficamos.

O cabo e a liberdade

Há um equívoco sobre as âncoras: a ideia de que prendem, que limitam, que aprisionam. É o oposto. A âncora não impede o barco de viver — impede-o de se perder.

Viver numa casa Âncora é exactamente isso: a segurança que liberta. Saber que a renda não vai duplicar no próximo ano não é uma prisão. É a condição para que um enfermeiro possa planear ter filhos. Para que um professor possa investir na carreira em vez de poupar para uma entrada.

O Â e o telhado

O acento circunflexo é a marca visual da Fundação. No nosso símbolo, o  é mais do que a inicial do nome — é a própria língua portuguesa a desenhar uma casa.

O acento circunflexo (^) é um telhado. Duas linhas que se encontram no cimo para defenderem quem está por baixo. Que seja exactamente esse traço a identificar a Fundação não é um acidente tipográfico. É um programa.

Tal como a âncora transforma a tempestade em porto seguro, a Fundação Âncora transforma o mercado imobiliário num direito blindado.

Manifesto Fundação Âncora · Ato VI