Em constituição · Lisboa · 2026

Uma instituição
construída para durar

A Fundação Âncora não é uma empresa, nem uma iniciativa caritativa. É uma estrutura de governação desenhada para ser irreversível: catalisar um sistema de habitação de lucro limitado em Portugal, mobilizando capital privado e público sob regras vinculativas que garantem permanência, rendas indexadas ao custo e reinvestimento integral.

100
Anos. O padrão de construção
e a escala temporal da missão
5
Cláusulas pétreas. Regras
vinculativas do sistema
3
Órgãos estatutários soberanos.
CA, DE e CF, mais consultivos

Catalisador de um sistema,
não Farol único #

A Fundação Âncora transforma habitação em infraestrutura — permanência e custo justo, para sempre. A Âncora define a missão e as regras, mobiliza o capital e corre o sistema, invisível por baixo; os Faróis — a infraestrutura habitacional local, as housing associations do país: cooperativas, misericórdias, associações, fundações, empresas municipais e empresas de lucro limitado — fazem a gestão de vizinhança e são os gestores da comunidade no terreno. O vazio habitacional é grande demais para uma instituição só: por isso multiplicamos quem o resolve, sob regras vinculativas que garantem permanência.

"Onde a Áustria tem uma lei desde 1979, Portugal terá um contrato. A Fundação cria, por via contratual, o equivalente funcional do regime austríaco de habitação de lucro limitado." Manifesto Fundação Âncora · Ato II
Front-stage · o rosto
O Farol
powered by Fundação Âncora
Backstage · a infraestrutura Âncora
FundaçãoA missão e as regras · detém a PropCo, o veículo patrimonial
FinCoGere património, contratos e rendas · plataforma e serviços partilhados
Fundação Âncora
Define padrão, mobiliza capital, audita cumprimento
Estatutos blindados. Capital filantrópico, dívida paciente, garantias europeias. Auditoria independente sobre todos os Faróis do sistema.
Contrato-quadro
Inscreve as regras nos estatutos e nos contratos
Inalienabilidade, renda indexada ao custo, reinvestimento integral, critérios de atribuição. Regras vinculativas para qualquer Farol do sistema.
Os Faróis
IPSS, misericórdias, cooperativas, empresas municipais, empresas de lucro limitado
A infraestrutura habitacional local: gestão de vizinhança, gestor da comunidade, o rosto no terreno. Um ou vários por município. Autónomos na operação, vinculados ao sistema por contrato e avaliados pela CIP antes de qualquer entrada de capital.

A pluralidade é objetivo estratégico. Múltiplos Faróis em concorrência regulada produzem resiliência sistémica e replicabilidade muito superior à de um Farol único.

Ser Farol →

Estrutura desenhada
para não derivar #

O maior risco das instituições sem fins lucrativos é a deriva de missão ao longo do tempo. A Fundação Âncora responde a este risco com separação entre soberania estratégica e execução operacional, com controlos independentes em cada nível.

"A melhor defesa contra a captura não é jurídica. É tornar o desmantelamento politicamente mais caro do que a continuidade." Manifesto Fundação Âncora · Ato IV
Órgãos estatutários
Órgão soberano
Conselho de Administração
CA · Board of Directors
Órgão soberano da Fundação: guardião da missão e do Manifesto, responsável pela estratégia, pela proteção dos ativos e pela supervisão de todos os restantes órgãos. A composição privilegia perfis complementares em gestão financeira, imobiliário, ação social, direito e estratégia institucional. Estão expressamente excluídos políticos em funções ou que tenham exercido cargo nos últimos 3 anos.
Mandato
4 anos · renovável até 3× · renovação faseada
Composição
5 membros incluindo presidente
Órgão executivo
Diretor Executivo
DE · Executive Director
Responsável pela gestão corrente da Fundação e pela execução da estratégia definida pelo CA. Nomeia e organiza a sua equipa de acordo com regulamento interno. Presta contas diretamente ao CA e pode ser destituído a todo o tempo por deliberação do CA.
Mandato
4 anos · renovável até 3× · destituição a todo o tempo
Composição
1 membro · equipa definida em regulamento interno
Órgão de fiscalização
Conselho Fiscal
CF · Audit Committee
Fiscalização permanente da legalidade, do cumprimento dos estatutos e da regularidade das contas. Um dos membros é obrigatoriamente Revisor Oficial de Contas. Não pode acumular funções em qualquer outro órgão da Fundação. Todas as contas são auditadas externamente e publicadas anualmente em acesso público.
Mandato
4 anos · renovável até 3×
Composição
3 membros · incluindo Presidente · ROC obrigatório
Regras de deliberação do CA
Unanimidade
Declaração de um ativo como não estratégico. Alteração do objeto social. Dissolução da Fundação Âncora.
Maioria de 2/3
Nomeação e destituição de membros do CA, DE ou CF. Aprovação do plano estratégico plurianual.
Maioria simples
Contas anuais. Relatórios de impacto. Regulamentos internos. O Presidente tem voto de qualidade em caso de empate.
Órgãos consultivos
Consultivo
Conselho de Curadores
CC · Board of Trustees
Rede de autoridade institucional e intelectual ao serviço da missão. Reúne figuras de referência com reconhecimento nas áreas de habitação, economia social, direito, finanças de impacto e intervenção comunitária. Escrutina o plano estratégico, defende a integridade do Manifesto ao longo do tempo e representa o sistema Âncora junto do ecossistema nacional e europeu.
Peso institucional
Figuras de referência · diversidade disciplinar · presença internacional
Honorífico
Conselho de Patronos
CP · Patrons Council
Órgão honorífico composto por doadores e personalidades que apoiem a missão. Função consultiva de reconhecimento e representação institucional.
Composição
Doadores relevantes e personalidades convidadas pelo CA
Consultivo
Conselho Consultivo
AC · Advisory Council
Órgão consultivo de especialidade que apoia o CA e o DE em matérias técnicas, setoriais e estratégicas. Composição definida pelo CA em função das necessidades da Fundação em cada fase do seu desenvolvimento.
Composição
Especialistas designados pelo CA · mandato definido em regulamento interno
Comissões de especialidade
⚖️
Comissão de Investimento e Planeamento
Avalia a viabilidade financeira e urbana de cada ativo e a adequação institucional de cada Farol candidato ao sistema. Emite parecer vinculativo sobre cada proposta de entrada de capital antes da deliberação do CA.
🏠
Comissão de Atribuição de Frações
Audita e valida o sistema de pontuação de candidatos, garantindo isenção total. A ordenação é sempre anónima: os membros da Comissão vêem IDs e pontuações, não nomes. Decisão final escrita e revisível. Vinculativa para todos os Faróis do sistema.
🌱
Comissão de Impacto e Comunidade
Garante a implementação do modelo Vizinhança Ativa e mede o SROI em todo o sistema, não apenas nos ativos diretos da Fundação. Valida o relatório anual de impacto social, auditado externamente. É a voz dos residentes no nível estratégico.

Cinco princípios
inegociáveis #

Gravados nos estatutos. Protegidos por regras de deliberação que exigem unanimidade ou maioria qualificada do Conselho de Administração para qualquer alteração. Garantia para autarcas, doadores e residentes de que o modelo serve a comunidade perpetuamente.

01
Intransacio­nabilidade
Uma casa do sistema Âncora nunca está à venda. A blindagem opera em duas camadas: estatutária para ativos detidos pela Fundação, contratual para ativos detidos por Faróis vinculados ao sistema. Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: o ativo está fora do comércio.
O princípio da blindagem
02
Reinvestimento Integral
O lucro é permitido, a extração não. Todo o excedente operacional é reinvestido em reabilitação ou novas casas. Nenhum acionista. Nenhum dividendo.
O princípio do crescimento
03
Vizinhança Ativa
Construímos comunidades, não apenas apartamentos. Espaços partilhados, gestão cooperativa, responsabilidade radical de quem habita.
O princípio do comunitarismo
04
Renda Justa e Transparente
O preço define-se pelo custo, não pela ganância. Cost-Based Rent: cada cêntimo da renda é rastreável e público.
O princípio da acessibilidade
05
Excelência e Durabilidade
Construir para durar 100 anos. Investimento inicial superior em isolamento, materiais de qualidade e eficiência energética de classe A, para custos de manutenção e energia mais baixos no futuro. Cada reabilitação é uma oportunidade de descarbonização. A qualidade arquitetónica é um direito democrático.
O princípio da infraestrutura

Do conhecimento à execução #

Começámos por tentar compreender um problema. Descobrimos uma lacuna institucional. Estamos a construir o sistema que falta.

Aprender · 2025
01

Escolher onde ser útil

Nasce a decisão de criar um projeto de devolução à sociedade, colocando experiência, rede e capacidade de execução ao serviço de um problema estrutural. Todas as causas analisadas convergiam na habitação: sem uma casa acessível e estável, Portugal perde talento e as famílias adiam decisões de vida.

A habitação não era mais um problema social — era a infraestrutura que condicionava os restantes.

02

Aprender em público

Sem experiência anterior no setor, começámos por estudar — e por publicar o que íamos aprendendo. Arranca o Blog Habitação Sarmento, precursor do Radar Âncora, e é escrita a primeira versão do manifesto. As primeiras entradas puseram lado a lado o diagnóstico português e os operadores europeus de lucro limitado com décadas de prova.

Antes de propor uma solução, compreender profundamente o sistema.

Ler no Radar: «GBV Áustria: 681 mil casas em regime de lucro limitado e cost-rent» →

03

Cem conversas

Identificámos cem pessoas para ouvir — de marxistas a ultraliberais, de investigadores a investidores, de urbanistas a promotores: o que correu bem, o que falta fazer, que experiências ensaiar, com quem falar, o que estudar.

Ler no Radar: «AML: 31 mil famílias esperam por casa» →

04

Primeiros voluntários

Chegam os primeiros voluntários, com um compromisso mínimo de um dia por mês. E abre-se uma janela europeia: o primeiro Plano Europeu de Habitação Acessível e a revisão do regime SGEI passam a reconhecer expressamente os operadores de lucro limitado.

Ler no Radar: «Plano Europeu de Habitação Acessível mobiliza 10 mil milhões de InvestEU» →

Propor · inverno de 2026
05

Primeiros contributos públicos

A aprendizagem acumulada torna-se participação: primeiras contribuições dirigidas ao Governo português e à Comissão Europeia. No mesmo mês, a OCDE recomenda a Portugal pilotar um fundo rotativo para habitação acessível.

Ler no Radar: «OCDE a Portugal: pilotar fundo rotativo para habitação acessível» →

06

Um nome e uma tese

É escolhido o nome Fundação Âncora e o benchmarking europeu aprofunda-se. O trabalho editorial formula uma tese própria: a dependência portuguesa da compra de casa resulta da fragilidade institucional do arrendamento e da ausência de uma verdadeira terceira via habitacional.

O problema não era só a falta de casas. Era a falta de instituições, contratos e capital capazes de as manter acessíveis.

Ler no Radar: «Propriedade por defeito: leitura institucional do mercado habitacional português» →

07

O projeto ganha casa própria

Registo do domínio, lançamento do website e o blog assume identidade institucional: nasce o Radar Âncora, que procura informação dispersa, lê legislação e estudos, compara Portugal com outros países e devolve esse conhecimento em público.

Ler no Radar: «Banco de Portugal: prestação da casa mediana consome 48% do rendimento mediano» →

Construir · 2026
08

Decidir executar

Fechámos o modelo económico e tomámos a decisão que definiu o projeto: não ser apenas mais um think tank ou uma voz de advocacy — construir o sistema. E uma constatação estrutural: habitação acessível para a classe média não cabia no figurino de uma IPSS. Reestruturámos a base jurídica e recomeçámos.

A lacuna não era de vontade. Era de instrumento.

Ler no Radar: «Municípios: a lacuna não é de vontade, é de instrumento» →

09

Sonar, equipa e entidade ponte

Nasce o Sonar Âncora, que transforma conhecimento em dados, mapas e instrumentos de decisão concelho a concelho, e arranca a equipa a tempo inteiro. É constituída a entidade ponte — a associação Alicerce Sensato — para iniciar a contratualização com as partes ainda antes da formalização da Fundação.

Ler no Radar: «JRC: Portugal com 177 mil casas em falta até 2035» →

10

Pôr o ecossistema em marcha

Arranca o trabalho com todos os intervenientes do sistema: municípios e outros titulares de património, financiadores, promotores, construtoras e potenciais Faróis. O nome «Fundação Âncora» é aprovado no RNPC para uma fundação privada de regime geral e os órgãos sociais ficam constituídos.

Ler no Radar: «Necessidade de habitação acessível, concelho a concelho» →

Hoje → dezembro de 2026 · Transformar o modelo em execução

Não estamos a celebrar casas entregues. O trabalho até ao fim do ano é converter, com todos os intervenientes do sistema, um modelo estudado, documentado e contratualizável na primeira prova real.

Começámos por aprender. Depois propusemos. Agora estamos a construir as condições para executar.

O que se segue mede-se nos quatro estágios abaixo — Cluster, Programa, Rede e Visão — no horizonte até 2045.

O caminho até 2045 #

A Fundação não procura crescimento explosivo. Procura crescimento orgânico e resiliente. Cada estágio é alcançado quando as condições são cumpridas. Não há calendário artificial. Há progresso verificável.

100
Cluster · 2026–2027
Primeiro cluster concluído. Primeiros residentes alojados com taxa de esforço inferior a 35%. Primeiro SROI publicado. NIS emitida e servida.
1.000
Programa · 2029–2031
Programa de €200M substancialmente executado. Múltiplos clusters operacionais. Parcerias municipais ativas com direito de superfície.
2.000
Rede · 2033–2035
Segundo programa lançado. Replicação por outros Faróis do terceiro setor.
100.000
Visão · 2045
Meta do sistema, não de uma única instituição. Rede nacional consolidada. Múltiplos Faróis em lógica de terceiro setor habitacional. Ver Visão 2045 no Sonar.

Em 2045, o sucesso não será medido pelo número de prédios, mas pela normalização do conceito: uma cidade onde a classe média não teme o futuro porque a sua casa é, finalmente, um direito blindado.

A anti-promessa #

A história recente de programas habitacionais em Portugal demonstra que a confiança não se pede, constrói-se. A nossa resposta é radical na transparência.

Dashboard público em tempo real
Frações em obra, frações entregues, rendas praticadas, taxa de ocupação, estado financeiro por cluster. Informação pública e permanente.
Relatório trimestral
Não anual. Trimestral. Com variações face ao planeado, explicação de desvios e lições aprendidas. Publicado no website e enviado a todos os parceiros.
Regra de ouro
A Fundação nunca anuncia metas que não estejam suportadas por financiamento comprometido ou pipeline contratualizado. Se o financiamento não está fechado, a meta não é anunciada. Sem exceções.

«Este modelo transforma o imobiliário em infraestrutura cívica de longo prazo, em vez de um ativo de negociação.»

JohnDavid Whalen

A equipa fundadora #

São pessoas com média de +20 anos de experiência profissional, acumulada em quatro continentes, que decidiram dedicar tempo e competências a uma missão. Nenhum deles precisa da Fundação Âncora no currículo. Todos escolheram estar aqui.

Conselho de Administração · Board of Directors
Pedro Sarmento, Fundador, Presidente e Diretor Executivo da Fundação Âncora
Pedro Sarmento
Presidente · Diretor Executivo
Estratégia, equipas e resolução de problemas complexos. +20 anos a estruturar, recuperar e escalar empresas. IST · IE Business School · Ordem dos Engenheiros.
LinkedIn ⧉
Margarida Correia, Membro do Conselho de Administração da Fundação Âncora
Margarida Correia
Administradora
Estratégia, reestruturação e direito. CEO Amorim Fashion. Ex-Partner BCG (13 anos). Ex-advogada fiscalista Cuatrecasas. Universidade Católica · The Lisbon MBA.
LinkedIn ⧉
Tomás Ferreira Duarte, Membro do Conselho de Administração da Fundação Âncora
Tomás Ferreira Duarte
Administrador
Modelação económica, finanças públicas e processos. KAFD (PIF, Riade). Ex-Advisor EBRD (Londres). Ex-Assessor Ministro das Finanças. Ex-BCG. IST.
LinkedIn ⧉
Raquel Vidigal, Membro do Conselho de Administração da Fundação Âncora
Raquel Vidigal
Administradora
Transformação operacional e experiência do residente. CX Transformation Lead na TAP. +17 anos ZON/NOS. Ex-Arthur Andersen · Deloitte. IST · PMI.
LinkedIn ⧉
Ricardo Zózimo, Membro do Conselho de Administração da Fundação Âncora
Ricardo Zózimo
Administrador
Empreendedorismo social, academia e impacto. Assistant Professor Nova SBE. Doutoramento Lancaster University. Ex-Malonda Foundation (Moçambique).
LinkedIn ⧉
Conselho Fiscal · Audit Committee
Rita Nunes, Presidente do Conselho Fiscal da Fundação Âncora
Rita Nunes
Membro
FP&A, controlo financeiro e compliance. +20 anos em ambientes multinacionais. Ex-Shell Aviation (13 anos, Senior Analyst Global). Ex-Microsoft Portugal. ISEG · ACMA/CGMA (CIMA).
LinkedIn ⧉
Carla Dias Rebelo, membro do Conselho Fiscal da Fundação Âncora
Carla Dias Rebelo
Membro
Direção financeira, risco e governação em banca regulada. Mais de 30 anos como CFO, CRO e administradora. Chief Risk Officer no Banco Finantia. Ex-CFO do Grupo Banif e do Novobanco Espanha. Professora na Nova SBE · DBA em Corporate Governance (U. Comillas).
LinkedIn ⧉
Conselho de Curadores · Board of Trustees
Guilherme Collares Pereira, membro do Conselho de Curadores da Fundação Âncora
Guilherme Collares Pereira
Curador
Consultor de sustentabilidade e ESG, +25 anos. Ex-Diretor de Inovação Social da Fundação EDP e líder do Access to Energy da EDP Renováveis. Embaixador do UN Global Compact (ODS 7). ISCTE · INDEG-ISCTE.
LinkedIn ⧉
Margarida Couto, membro do Conselho de Curadores da Fundação Âncora
Margarida Couto
Curadora
Direito, sustentabilidade e filantropia estratégica. Sócia fundadora da Vieira de Almeida (VdA). Administradora da Fundação Calouste Gulbenkian e dos CTT. Vice-Presidente da Rede Capital Social. Universidade Católica.
LinkedIn ⧉
João Ferrão, membro do Conselho de Curadores da Fundação Âncora
João Ferrão
Curador
Ordenamento do território, coesão e governação multinível. Investigador Coordenador aposentado do ICS-ULisboa. Ex-Secretário de Estado do Ordenamento do Território. Academia das Ciências de Lisboa.
Perfil ICS ⧉
Jorge Carita, membro do Conselho de Curadores da Fundação Âncora
Jorge Carita
Curador
Direito fiscal e contencioso tributário, +40 anos. Árbitro do CAAD desde 2012 e Sócio Fundador da CTBH. Ex-coordenador do Gabinete Fiscal da CGD. Universidade de Lisboa.
LinkedIn ⧉
José Salgado, membro do Conselho de Curadores da Fundação Âncora
José Salgado
Curador
Banca privada internacional e filantropia estratégica. CEO fundador do Millennium Banque Privée (Genebra). Presidente da Rede Capital Social. Non-Executive Board Member do QNB Switzerland. Universidade Lusíada · INSEAD.
LinkedIn ⧉
Fernando Vasco Costa, membro do Conselho de Curadores da Fundação Âncora
Fernando Vasco Costa
Curador
Desenvolvimento residencial e urbano, +25 anos. CEO da VIZTA. Ex-Head of Development Solutions da JLL Portugal. Comité Executivo do ULI Portugal. Faculdade de Arquitetura da UTL.
LinkedIn ⧉

Procuramos quem executa #

Os órgãos sociais estão constituídos. Agora construímos a equipa operacional que vai converter a estratégia em casas reais.

Manifestar interesse →
Equipa executiva
Project Manager / Chief of Staff
Braço direito do Presidente. Coordenação de workstreams, gestão de parceiros, preparação de reuniões institucionais e acompanhamento de execução.
Em recrutamento
Comissões de especialidade
Membros de equipa
Perfis com experiência em imobiliário, reabilitação urbana, gestão de comunidades, direito da habitação, impacto social ou comunicação institucional.
Em recrutamento
Pedro S. Sarmento
Fundador · Presidente

Engenheiro e empreendedor, 25 anos a construir e a transformar organizações pela Europa. A Fundação é o projeto estruturante, de visão a 100 anos, onde essa experiência tem o maior impacto possível.

Um manifesto
de gratidão #

A vida foi muito boa para mim. Não sou rico, sou feliz e tenho tudo o que preciso. E quando se chega a este ponto de equilíbrio, a única conta que falta saldar é a da gratidão.

A Fundação Âncora é o filho que deixo. Não entrego um património incalculável; entrego o necessário para a semente germinar. Não estou a inventar um modelo — estou a institucionalizar o que vi funcionar à minha volta durante décadas: o que acontece quando valores de aldeia encontram instrumentos do século XXI.

Convido-vos a sentarem-se a esta mesa comigo.

Ler o manifesto completo e as raízes dos princípios →

Â

Porque Âncora #

O fundo e a permanência

A âncora trabalha invisível. Ninguém a vê, ninguém a agradece, mas é ela que segura tudo quando a maré sobe. Os imóveis da Fundação não aparecem nas manchetes dos mercados imobiliários, não valorizam nem desvalorizam no índice especulativo. Estão no fundo. Fixos. A fazer o seu trabalho em silêncio.

Uma casa Âncora não está à venda. É esse o seu poder: precisamente por não participar no mercado, torna-se imune a ele.

A tempestade e a resistência

A âncora não serve para o mar calmo. Serve exatamente quando a corrente ameaça arrastar. E as cidades portuguesas estão em tempestade, com famílias que derivam para as periferias sem escolha nem destino.

A Fundação Âncora não existe apesar da crise. Existe por causa dela. É na turbulência especulativa que o nosso modelo revela a sua razão de ser: quando tudo flutua, nós ficamos.

O cabo e a liberdade

Há um equívoco sobre as âncoras: a ideia de que prendem, que limitam, que aprisionam. É o oposto. A âncora não impede o barco de viver: impede-o de se perder.

Viver numa casa Âncora é exatamente isso: a segurança que liberta. Saber que a renda não vai duplicar no próximo ano não é uma prisão. É a condição para que um enfermeiro possa planear ter filhos. Para que um professor possa investir na carreira em vez de poupar para uma entrada.

O Â e o telhado

O acento circunflexo é a marca visual da Fundação. No nosso símbolo, o  é mais do que a inicial do nome: é a própria língua portuguesa a desenhar uma casa.

O acento circunflexo (^) é um telhado. Duas linhas que se encontram no cimo para defenderem quem está por baixo. Que seja exatamente esse traço a identificar a Fundação não é um acidente tipográfico. É um programa.

Tal como a âncora transforma a tempestade em porto seguro, a Fundação Âncora transforma o mercado imobiliário num direito blindado.

Manifesto Fundação Âncora · Ato VI